O uso das narrativas no setting terapêutico
Como dizia Gustavo Barcellos no livro "Ficções que curam" do Hillman “Contamos histórias e somos as histórias que contamos”.
Compreender que o paciente está a lhe contar uma história é te direcionar a uma forma de viver uma imersão na narrativa que o seu paciente lhe convida e que agora, você também participa.
Hillman chama a atenção para esse ponto dizendo que não é com a história que nós estamos preocupados ou analisando, mas sim, com a trama que muitas vezes o paciente desconhece.
Saber a trama é peça chave para o profissional que o acompanha.
Para além de olharmos as narrativas como uma parte intrínseca no setting terapêutico, vamos olhá-las como um recurso terapêutico poderoso. Uma vez que as narrativas oferecem não só estímulos para a imaginação, mas ajudam as pessoas a elaborar soluções de enfrentamento para dificuldades psicológicas complexas.
Incorporar as histórias no setting terapêutico é ter em mãos um recurso antigo e importante. É ofertar ao cliente uma nova possibilidade de visão e solução para seus conflitos pessoais (BETTELHEIM, 2017). HOLLIS (2005) afirma que é neste ponto a nossa dificuldade - enxergar de uma nova maneira ou perceber uma nova possibilidade. E é justamente isso que as narrativas oferecem.
E não para por aí. Essa imersão nas narrativas também nos levará a pensar sobre a importância do Mito Pessoal.
Teremos dois encontros:
18/11 (sábado) e 25/11 (sábado)
Das 9h às 11:30
Plataforma usada: Google Meet
As aulas serão gravadas e ficarão disponíveis por 3 meses.
