Orfandade: a resposta está em Jesus
Em nossa caminhada cristã, somos desafiados, todos os dias, a percorrê-la como filhos amados do Pai. Temos um pai e essa é uma máxima do evangelho. Ao morrer na cruz do calvário Jesus não só nos resgatou da morte como nos deu uma família, a sua família.
Deveríamos, após o novo nascimento, ser preenchidos pelo ambiente familiar divino, nos sentindo totalmente nutridos de amor, cuidado, proteção, reconhecimento e aceitação parental. A família de Deus deveria ser suficiente para o nosso ser, mas, infelizmente, a pesar de muitos cristãos terem nascido de novo, em seus corações ainda não conseguem acessar o amor, o cuidado, a proteção, o reconhecimento e a aceitação que vem do Pai. Por que não conseguimos acessar e viver plenamente essa verdade? Esse questionamento requer uma análise profunda em nosso sistema familiar. Não tem como acessar a Família de Deus (trindade) em sua plenitude sem um referencial palpável.
Nossa família biológica deveria nos preparar para acessarmos a família de Deus. Nossos pais e irmãos deveriam ser o reflexo da natureza do Criador para nós. Nosso Pai deveria comunicar Deus Pai. Nosso irmão mais velho a Jesus, e nossa mãe, o Espirito Santo. Infelizmente não foi essa realidade que muitos experimentaram em seus lares. Talvez você mesmo que está lendo este livro nunca fez essa reflexão. Jamais imaginou que a sua casa, o lugar onde cresceu, poderia ser o reflexo da Trindade.
Há duas formas de olharmos para Deus. A primeira, como Senhor Soberano e, a segunda, como Pai Amoroso. Quando crescemos em um ambiente sem pai, ou tivemos um pai que não foi presente, mas ausente em muitos aspectos da vida, dificilmente associamos Deus a esta pessoa. Porque a paternidade de Deus só é acessada mediante a um referencial palpável e como em muitos casos não tivemos referencial, o acessamos apenas como Senhor Soberano, poderoso, excelso e supremo, porque, ao contrário da paternidade, o Senhorio de Deus não precisa de referencial, ele por si só se explica.
