Pagu, musa modernista
Leitura comentada pela autora de seu texto publicado junho em 2023 na revista opiniões, da USP. A fulgurante passagem de Pagu pelo Modernismo deixou rastros em sua vida e obra, bem como em seus companheiros . Ela própria experimentou a mão em várias modalidades de criação, como crônica, crítica cultural, desenhos e croquis, história em quadrinhos, conto policial, manifesto político... Sem esquecer sua obra maior, Parque industrial – Romance proletário, publicada sob o pseudônimo de Mara Lobo, retratando o cotidiano de jovens operárias. Exemplo de estética modernista, o texto é disposto em blocos de escrita, com flashes e flagrantes de extremada síntese, linguagem quase telegráfica e de impacto, utilização entremeada do coloquial. Seu cenário é o Brás, em
São Paulo, bairro proletário e de imigração. O romance aproveita experiências de proletarização da autora, e na literatura brasileira nada há de similar em seu ativismo feminista e comunista.
A docente é professora Emérita da FFLCH - USP, com livre-docência no Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada. Tem 40 livros publicados. Foi docente em diversas universidades no Exterior. Escreve assiduamente para jornais e revistas.
