Perdido
Sofia. Caio. Alice. Melina. Pedro. Maria. Nicolas. Bianca. Helena. Erica. Daniel. Eduardo. Jade. Marina. Tantas vidas entrelaçadas e, por vezes, compatíveis. Tantas narrativas caóticas e desordenadas. Algumas pelas quais vale a pena torcer; outras não tão intensamente. Algumas pungentes; outras amargas. Algumas duradouras; outras lamentavelmente efêmeras. Algumas memoráveis; outras facilmente esquecíveis. Não para Bernardo, no entanto. Ele que se doa, de corpo e alma, deixando de lado quem mais deveria importar. Ele que, em noventa-e-nove-vírgula-nove por cento das circunstâncias, não chega a se valorizar. Se mocinho, anti-herói ou vilão de sua própria história, nem ele saberia dizer. Depressivo? Sempre. Feliz? Jamais. Alegre? Talvez.
Perdido em suas próprias contradições, Bernardo volta à cidade natal após quase três meses tentando fugir de si mesmo. Portando personalidade diversa - pelo menos em tese - e abusando de entorpecentes para afastar os seus pensamentos e mascarar a realidade, ele tenta reconstruir as amizades e os amores abandonados em razão de perseguir um sonho fadado ao fracasso, enquanto constantemente se questiona: teria o passado realmente ficado para trás? Ou seria o universo nefasto demais para sequer lhe conferir uma chance de seguir em frente?
