Playbook Gramática do Apagamento × Gramática da Responsabilização

Português

Quem aparece na manchete? Quem desaparece dela?

Uma frase pode contar o que aconteceu e, ao mesmo tempo, esconder quem agiu. Quando uma notícia diz que “uma mulher morreu após uma discussão”, quais informações ela apresenta? Quais deixa de fora? E como essa escolha de palavras influencia a maneira como entendemos a violência?

O Playbook Gramática do Apagamento × Gramática da Responsabilização, da Tessituras do Saber, convida você a fazer perguntas que transformam a leitura em argumento para a redação do ENEM. Criado a partir de uma perspectiva histórica, o material mostra que as formas de narrar a violência de gênero têm uma história. Você vai investigar como certas expressões podem naturalizar a violência, deslocar a atenção para a vítima ou apagar o agente da ação — e compreender por que isso também pode constituir violência simbólica.

Aqui, repertório se constrói na prática

Este material é um playbook, porque oferece um percurso de ação. Em vez de apenas apresentar conceitos para memorizar, ele conduz você por quatro movimentos:

Observe uma manchete ou fonte. Investigue seu contexto e suas lacunas. Reescreva com precisão, sem inventar fatos. Transforme sua análise em uma tese e em argumentos para a redação.

Ao longo desse percurso, você encontra:

Uma contextualização histórica da violência de gênero na linguagem;

Manchetes simuladas para comparar apagamento e responsabilização;

Um glossário crítico para usar conceitos com mais precisão;

Um banco de repertório relacionado a diferentes eixos temáticos do ENEM;

Exercícios de leitura, reescrita e construção de parágrafos;

Espaços para registrar hipóteses, respostas e argumentos próprios;

Uma oficina final para analisar uma notícia real, da fonte à tese.

O diferencial está na autoria da sua resposta. Você não recebe apenas um parágrafo pronto para repetir: aprende a reconhecer um mecanismo social, sustentá-lo com uma fonte e explicar suas consequências. É assim que a análise histórica e a leitura crítica.

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