Poesia Gente
Gente
A vida se vai.
Lenta como um rio,
Rápida como um relâmpago,
Como a mais bela luz
Que apareceu no oceano.
Dos problemas advindos
Das vidas que vividas nas
Diversas situações
Agitaram e acalmaram
Os diversos corações.
Que nas horas passadas
E presente faz brotar
Na gente a esperança
Do ser melhor.
Indiferente,
Daquilo que pesaram,
E pensam
Da gente.
Aqui ou acolá.
Onde só vivendo experiência
Do dia a dia,
Seja na doença e
Na tristeza. Se pode falar
Do quanto é prazeroso
Amar.
Elias Carlos Arakuãete
Lic.em História Uesc
Prof. Indígena CEITO.OLHE E VENÇA
Olhe e vença.
O preconceito,
O racismo.
Olhe e vença.
A forma de
Amar..
O homem, a natureza e tudo que
Nela há.
Você, os rios, os lagos,
Às lagoas encantadas da vida.
E os oceanos das ilusões
Que levaram você acreditar.
Assim como as cabocas
Acreditavam.
Gritando para os seus cabocos
Avançar.
Olhe e vença!
olhe e vença!
Com suas jangadas para além
Do quebrar mar.
Onde iriam buscar o peixe, o pão de cada dia.
Mal elas sabiam,
Que alguém de fora
viriam,
para lembrar de sua terra
Natal.
Nomear este lugar,
Como Olivença de Portugal.
A nossa. Que aqui já estava,
Com tantas histórias
Para contar.
Como ás da bica do padre,
A do caboco Marcelino,
Os romances na Buíra,
Lagoa dos encantos e
Às da praia dos Milagres.
Como a dos velhos carnavais
Na praia do Batuba,
Com suas cabanas de palha cobertas
De piaçaba.
Onde as cabocas, a noite
Viriam vender o amendoim, a cachaça
E o munguzá,
Assim como rolo de cana
Para os patrícios chupar.
Por isso, não tem como não
Amar este lugar.
Com sua cultura, como
A puxada do mastro, a bandeira
O porancim e
Nossa Senhora da Escada
Que todos os anos
Vemos celebrar.
Nativos, Originários, visitantes e
Os indios Tupinambás de Olivença.
Elias Carlos Arakuãete
Lic.em História Uesc
Prof. Indígena CEITO.
