Proto/universo Cyber/Agreste/Profundo: A MADRUGADA EM QUE OS MORTOS FORAM À FEIRA Pós/Punk ou Cyber-Agreste/Profundo Autor: Iram F. R. “Bradock”
“Em new/amanhã voltaremos para buscar o restante.”
“Naquela new/madrugada, os mortos não voltara para casa. Foram fazer feira.
E a feira estava apenas começando”.
“ACEITAMOS MEMÓRIAS COMO PAGAMENTO”.
“O problema era o vendedor. Ele estava morto… Não era uma impressão. Não era maquiagem. Não era fantasia. O homem tinha a fotografia estampada no muro do cemitério havia quarenta anos nucleares”.
“Em: A Madrugada em que os Mortos Foram à Feira, essa lógica é atravessada pelo fantástico. O morto voltara para a banca. O rádio quebrado voltara a falar. A fotografia deixara de registrar o retro/passado e começara a modificá-lo”.
“Ninguém soubera explicar de onde viera. Os mortos vendera frutas, santos quebrados, fotografias antigas, relógios sem ponteiros, aparelhos eletrônicos queimados e objetos pertencentes a pessoas que ainda estavam vivas”.
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A MADRUGADA EM QUE OS MORTOS FORAM À FEIRA
Pós/Punk ou Cyber/Agreste/Profundo
Autor: Iram F. R. “Bradock”
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SINOPSE:
Toda cidade possuíra uma feira. Algumas começara antes do amanhecer. Outras nunca terminara. Naquela madrugada, porém, uma feira surgira onde não deveria existir. As barracas aparecera uma a uma, iluminadas por lâmpadas penduradas em fios improvisados, rádios antigos começara a transmitir vozes de pessoas desaparecidas e vendedores mortos há décadas voltara às suas bancas como se tivera apenas faltado ao trabalho na semana anterior. Ninguém soubera explicar de onde viera. Os mortos vendera frutas, santos quebrados, fotografias antigas, relógios sem ponteiros, aparelhos eletrônicos queimados e objetos pertencentes a pessoas que ainda estavam vivas. Até que surgira uma banca diferente. Nela, não houvera mercadoria. Havia uma placa:
ACEITAMOS MEMÓRIAS COMO PAGAMENTO.
A partir daquele momento, quem comprara alguma coisa começara a esquecer.
Primeiro, pequenos detalhes. Depois, rostos. Depois, nomes. E, finalmente, acontecimentos inteiros. A feira não queria dinheiro.
