recetinhas famosas de cozinha
Aprendi que quando gostamos da comida de um povo e aprendemos a sua língua ganhamos o
seu coração. Talvez a gastronomia esteja muito mais arraigada em nossa identidade do que
podemos imaginar. Alguma vez, você já experimentou um alimento, achou horrível e depois
aprendeu a gostar? É comum vermos isso acontecer com as crianças ou quando viajamos para
outros estados do nosso Brasil ou para outros países.
Aprendi ainda, que quando nos oferecem um alimento, o qual não conhecemos, nunca devemos
expressar: não gostei, ou isso é horrível! Mas dizer: é diferente. Essa orientação tem dois
objetivos: o primeiro é o de não sermos desagradáveis e o segundo o de “darmos um tempo”
para que o nosso paladar se acostume ao novo sabor.
Dentre as minhas viagens a São Paulo, participei do curso Gestão Estratégica com
neurociências. No módulo neuro-gastronomia a Psicóloga e Mestra Ines Cozzo Olivares fez uma
dinâmica introdutória, na qual os participantes andavam em volta a uma mesa de café da manhã,
preparada pelo Chef de Cozinha Internacional – Carlos Rodrigues. A orientação era a de que
deveríamos andar em volta da mesa e apenas olhar os alimentos, sem tocá-los nem aproximar
para sentir o cheiro. Depois nos sentamos e começamos a fazer o pedido. Descrevemos o que
queríamos, com o nome que denominamos. Ao final constatamos que o que vimos não era o
que pensávamos, a aparência nos atraiu a experimentar e gostar de alimentos que tínhamos
certeza de que não gostávamos. Um dos participantes que não comia requeijão cremoso, comeu
e apaixonou, somente porque o gourmet usou corante para mudar a cor do produto.
