Rotinas de Pensamento para o Trabalho Socioemocional

Português

Um traço distintivo deste curso é a articulação entre rotinas de pensamento e literatura infantil. A literatura cumpre aqui um papel insubstituível: oferece à criança a distância segura que torna possível elaborar o que ela ainda não consegue reconhecer em si mesma. É mais fácil falar da raiva do personagem antes de falar da própria raiva. É mais fácil compreender por que o outro pensa diferente quando acompanhamos, na página, duas versões da mesma história.

Obras como Ninguém gosta de mim (que trata explicitamente de escutar o outro lado), O Pote Vazio (que coloca lado a lado narrativas divergentes sobre o mesmo evento) e Emocionário funcionam como portas de entrada para o trabalho com perspectiva múltipla, exatamente o que as rotinas Mapa da Empatia, Penso / Sinto / Me Importo e Cabo de Guerra estruturam e aprofundam. A literatura abre a experiência; a rotina dá linguagem e organização a ela.

Homologia de processos: o professor vive o que ensinará

Durante toda a formação, os educadores praticam as rotinas coletivamente, na mesma lógica com que poderão propô-las às crianças. Essa homologia de processos, viver em formação o que se pretende oferecer em sala, é o caminho mais eficaz para a apropriação: sentindo na própria experiência o que a rotina permite pensar e sentir, o professor volta para a sala com confiança e repertório, não com um roteiro externo a aplicar.

Apoio ao planejamento

Os participantes saem do curso com mais do que conhecimento conceitual: recebem apoio estruturado para planejar situações de aprendizagem socioemocional em seu próprio contexto com templates, exemplos comentados e devolutiva sobre os planejamentos iniciais.

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