Transição Menopausal na Visão do Médico do Esporte

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Um guia baseado em evidências para classificar a fase, escolher a menor intervenção eficaz e usar o exercício como tratamento, da primeira consulta ao acompanhamento.

Mulheres na meia-idade chegam ao consultório com queixas que se sobrepõem. O raciocínio precisa dar conta disso.

“A transição muda a trajetória do músculo, do osso, da gordura visceral e do risco cardiovascular. Tratar só o fogacho é deixar de lado metade do problema.”

Na prática clínica, vejo com frequência dois extremos: mulheres que recebem o mesmo esquema hormonal sem que se defina em que fase estão, e mulheres a quem o tratamento eficaz é negado por medo baseado em leituras antigas dos estudos. Em ambos os casos, o exercício costuma aparecer como conselho genérico, quando poderia ser prescrito com a mesma seriedade de um fármaco.

Este guia organiza o raciocínio que uso para evitar esses extremos, com as evidências que o sustentam e com a honestidade de dizer onde elas ainda são limitadas.

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