Treinamento resistido grupos especiais - volume 2 Diabetes

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O Diabetes Mellitus (DM) é uma das principais condições metabólicas crônicas da atualidade. Dados recentes da International Diabetes Federation estimam que cerca de 589 milhões de adultos vivem com diabetes no mundo, com projeção de aproximadamente 853 milhões até 2050. No Brasil, a estimativa de adultos com diabetes em 2024 é de cerca de 16,6 milhões, com tendência de crescimento nas próximas décadas.

Nesse cenário, o treinamento resistido é reconhecido como uma estratégia não farmacológica relevante no manejo do Diabetes Mellitus, especialmente no Tipo 2, quando associado ao acompanhamento clínico, ao controle alimentar, ao monitoramento glicêmico e à progressão segura. Seu papel não é substituir medicamentos, dieta ou acompanhamento médico, mas atuar como ferramenta complementar para melhora da função muscular, composição corporal e sensibilidade à insulina.

O conceito metafórico de “insulina muscular” ajuda a explicar por que a contração muscular favorece a captação de glicose por vias parcialmente independentes da ação da insulina. Quando bem prescrito, o exercício pode contribuir para melhor controle glicêmico, redução de resistência à insulina, menor tempo em hiperglicemia e melhor qualidade de vida.

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