Vacinas Democráticas
Um diagnóstico correto e um projeto bem desenhado ainda não bastam: falta saber por que o corpo político rejeita a cura.
É essa a pergunta deste livro. Não como descrever a doença autoritária, nem como imaginar instituições melhores, mas como conseguir que uma reforma democrática entre, pegue e dure — antes que o autoritarismo se instale, e não depois.
Vacinas Democráticas sustenta a metáfora imunológica do começo ao fim: se a democracia pode ser infectada por dentro, então ela pode e deve ser imunizada. Prevenção, e não autópsia.
O QUE VOCÊ ENCONTRA
- Por que a cura não basta, e por que o corpo a rejeita: path dependence, lock-in e a lei de ferro da oligarquia.
- O sistema imunológico da democracia: sociedade civil e vigilância.
- A janela de imunização, lida com Kingdon, e a crise como parteira: conjunturas críticas.
- A imunidade de rebanho: resistência civil e o limiar de 3,5% de Erica Chenoweth.
- Neutralizar o patógeno em três frentes: a captura da mídia, o judiciário capturado, e dinheiro, lobby e porta giratória.
- Transformismo e cooptação; a captura pelo tempo: mandatos, vitaliciedade e estado de exceção.
- O calendário vacinal: pontos de entrada e um plano em estágios.
- A dose de reforço e o risco autoimune — como impedir que o próprio movimento se torne aquilo que combate.
- Estudos de caso: onde a vacina pegou e onde falhou.
Um capítulo discute “Como as Democracias Morrem”, de Levitsky e Ziblatt, pelo nome, para propor a inversão: não salvar uma democracia que morre, mas fundar uma que nunca nasceu.
Por Brazuka (Reginaldo Nunes Barbosa): jurista, jornalista e engenheiro.
