Via Aérea PRO
O manejo da Via Aérea é, sem sombra de dúvidas, um dos assuntos mais intrigantes diante do doente crítico. É, curiosamente, o procedimento de estabilização que mais causa instabilidade. Da tomada de decisão ao término do ato, há uma série de refinamentos que, também curiosamente, não nos são apresentados durante a formação.
Aprendemos a segurar o laringoscópio com a mão esquerda e a buscar, incessantemente, a passagem do tubo orotraqueal pelas pregas vocais a qualquer custo. Assinamos cláusulas imediatas, a médio e longo prazo pelo doente; das mais imediatas, temos avulsão dentária, sangramento, regurgitação, pneumonite, dessaturação, hipotensão, parada cardiorrespiratória
e, se tolerarmos tudo isso, pode surgir imobilidade, pneumonia associada à ventilação mecânica, delirium e sequelas cognitivas; o que em alguns casos inclusive podem evoluir sem retorno à funcionalidade prévia.
Intubar um paciente sem buscar resolver o que motivou o procedimento chega a ser ingênuo. É como empurrar a poeira para baixo do tapete. Porém, por karma ou destino, poeira e paciente mal manejado costumeiramente reencontrarão você. Intubação deve ser um suporte até que as coisas melhorarem – ou não.
Como diz o poeta, receita de bolo só usa quem não sabe fazer bolo. Afinal, o doente de trauma é diferente do doente respiratório, que é completamente distinto da gestante; em suma, generalizar as medidas pode não ser a escolha mais adequada.
O Via Aérea PRO é sobre isso: profundidade. Fruto do fascínio sobre o tema aliado à pesquisa árdua e a vida assistencial, são vinte aulas sobre o assunto.
Há uma gama de informações além do que normalmente é visto; existe refinamento abaixo da ponta do iceberg.
Seja mais uma vez bem vindo à prática de precisão.
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