Zenão de Eleia
Resumo
Zenão de Eleia (490 a.C. - 430 a.C.) foi um filósofo pré-socrático, discípulo de Parmênides, conhecido por formular paradoxos que desafiam o senso comum sobre movimento, espaço e tempo. Sua principal contribuição foi defender o monismo eleático, a ideia de que o ser é uno, imutável e eterno, contra as noções de mudança e multiplicidade. Seus paradoxos, como o de Aquiles e a Tartaruga, a Dicotomia e a Flecha, visavam demonstrar que a crença no movimento leva a contradições lógicas. Zenão argumentou que, se aceitarmos o movimento, somos forçados a lidar com consequências paradoxais, como a incapacidade de percorrer uma distância finita devido a subdivisões infinitas.
Esses paradoxos tiveram um impacto profundo na filosofia e, séculos mais tarde, influenciaram o desenvolvimento da matemática e da física. O surgimento do cálculo infinitesimal com Newton e Leibniz ajudou a resolver algumas dessas questões, mas o pensamento de Zenão continua relevante na física moderna, especialmente na mecânica quântica, que questiona a natureza contínua do movimento. Zenão deixou um legado duradouro ao desafiar noções aparentemente óbvias, provocando debates filosóficos e científicos sobre a natureza da realidade.
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