Especialista em tráfego pago planejando uma campanha de remarketing no notebook em uma agência de marketing

Marketing Digital

O que é remarketing? Tipos, como funciona e exemplos

Entenda o que é remarketing, a diferença para o retargeting, como funciona por trás das telas, os principais tipos e como montar e medir uma campanha completa.

Lara Azeredo

04/09/2026 | Por

Remarketing é uma estratégia de marketing digital usada para voltar a impactar pessoas que já tiveram algum contato com uma marca, como quem visitou um site, visualizou um produto, interagiu com um conteúdo ou iniciou uma compra sem concluí-la. Esse novo contato pode acontecer por anúncios e também por canais próprios, como e-mail.

A estratégia é especialmente útil porque nem todo consumidor toma uma decisão logo no primeiro contato. No comércio eletrônico, por exemplo, a taxa média de abandono de carrinho chegou a 70,19% em 2025, segundo o Baymard Institute. Com o remarketing, parte desse público pode ser reimpactada com mensagens mais adequadas ao momento da jornada de compra.

Neste guia, a gente explica o que é remarketing, qual a diferença para o retargeting, como ele funciona por trás das telas, quais são os tipos e exemplos para aplicar. No fim, você vê como medir resultados e como tudo isso se conecta a quem vende produto digital.

O que é remarketing e para que serve?

Remarketing é reapresentar a sua marca para pessoas que já tiveram contato com ela e não concluíram a ação esperada. O termo significa, ao pé da letra, fazer marketing de novo: em vez de buscar um público frio, você fala com quem já conhece a sua proposta.

O que o remarketing não é: disparar anúncio para qualquer pessoa, nem spam. Tudo parte de um comportamento anterior registrado, como uma visita ao site, um cadastro feito ou um carrinho deixado para trás. É essa pegada que separa o remarketing de uma campanha genérica de aquisição.

Na prática, a importância dele está em nutrir a confiança e a relação com um público de alto potencial de conversão. Quem já sabe o que a sua marca faz precisa de menos convencimento, então o custo para fechar a venda costuma cair. Foi assim que o especialista Micha Menezes resumiu o papel da estratégia em uma conversa no Hotmart Cast:

“Eu fico sem entender como que a galera não faz remarketing, porque remarketing é o nosso grande trunfo de lucratividade num perpétuo, ela vai converter entre 1 e 2% ali em média na escala. O remarketing é essa arte de perseguir o nosso potencial cliente em tudo quanto é canto. É o que vai fazer com que ele, que tem uma objeção, quebre essa objeção e tome a ação de finalizar aquela compra.”
— Micha Menezes, empresário digital e especialista em perpétuo

Remarketing e retargeting: qual a diferença?

Remarketing e retargeting são termos frequentemente usados como sinônimos, embora alguns profissionais façam uma distinção entre eles.

Nessa diferenciação, retargeting costuma se referir principalmente aos anúncios pagos direcionados a pessoas que já interagiram com uma marca, enquanto remarketing pode abranger também estratégias de reengajamento por canais próprios, como e-mail.

Na prática, essa separação não é uma regra universal. Plataformas e profissionais do mercado podem utilizar “remarketing” também para falar de campanhas de mídia paga.

O ponto em comum é o mais importante: voltar a impactar pessoas que já tiveram algum contato com a marca, produto ou serviço.

Critério Retargeting Remarketing
Foco principal Anúncios pagos que seguem o usuário Reengajamento por vários canais
Base de dados Cookies e pixel de rastreamento Comportamento e listas próprias (e-mail, base de clientes)
Exemplo típico Banner do produto visto em outros sites E-mail lembrando o carrinho abandonado
Relação entre eles Geralmente associado à mídia paga Conceito que engloba o retargeting

Como funciona o remarketing? Cookies, pixel e listas

O remarketing funciona a partir de dados sobre interações anteriores do público com a marca, que podem ser coletados e organizados de diferentes maneiras conforme a plataforma e o canal utilizado.

Entre os recursos mais comuns estão:

  • Cookies: pequenos arquivos armazenados no navegador que podem ajudar sites e plataformas a reconhecer visitas e interações;
  • Pixels e tags: códigos utilizados para registrar eventos no site, como visualizações de páginas, adições ao carrinho ou compras, e enviar essas informações às plataformas configuradas. Na Hotmart, isso é feito via pixel de rastreamento ou pelo Google Tag Manager;
  • Listas de público: grupos criados a partir de determinados critérios, como pessoas que visitaram uma página, iniciaram uma compra ou já são clientes;
  • Dados próprios: informações coletadas diretamente pela empresa, como cadastros, e-mails e histórico de relacionamento com clientes, desde que utilizadas de acordo com as regras de privacidade aplicáveis.

A partir dessas informações, é possível criar públicos e definir quem receberá determinada campanha de remarketing. Por exemplo, uma empresa pode criar um público formado por pessoas que visualizaram uma página de produto nos últimos 30 dias, mas não concluíram a compra.

Por anos se falou no fim dos cookies de terceiros, e isso deixou muita gente insegura. Vale atualizar esse ponto: em 22 de abril de 2025, o Google anunciou que vai manter os cookies de terceiros no Chrome e não vai criar um aviso de escolha separado, deixando o controle nas configurações de privacidade do navegador (Google, Privacy Sandbox, 2025).

Ou seja, o remarketing baseado em cookies continua valendo hoje!

Mesmo assim, a direção de longo prazo é depender cada vez mais de dados próprios, os chamados dados first-party, como a sua lista de e-mails e o histórico de compras. Quem constrói uma base própria fica menos exposto a mudanças de navegador e de regulação.

Quais são os tipos de remarketing?

Os principais tipos de remarketing são: display, dinâmico, em redes sociais, na busca (RLSA), em vídeo e por e-mail. Cada um muda o canal e o formato da mensagem, mas todos partem do mesmo ponto: alguém que já interagiu com você.

Tipo Como funciona Quando faz sentido
Display (padrão) Banners em sites parceiros para quem visitou o seu site Reforçar a lembrança da marca após a visita
Dinâmico Mostra o produto exato que a pessoa viu Catálogos com vários produtos
Redes sociais Anúncios no feed para quem interagiu com seu perfil Públicos ativos no Instagram, Facebook e afins
Busca (RLSA) Ajusta os anúncios de busca para quem já visitou Quem pesquisa o tema de novo no Google
Vídeo Anúncios em vídeo para quem viu seu canal ou site Presença no YouTube e em vídeo
E-mail Mensagens segmentadas para a sua base Carrinho abandonado e fluxo de nutrição

Nas plataformas de anúncio, como a rede de display do Google ou os aplicativos do Meta, dá para exibir a mensagem certa conforme o perfil do usuário. Se a sua marca oferece o que aquela pessoa procurava, a mídia paga relembra as vantagens de fechar negócio com você. É a base do remarketing dentro de campanhas de tráfego pago.

No comércio eletrônico, o foco é resgatar quem já passou por uma etapa de compra: fez cadastro, não concluiu o pedido ou já comprou antes. Mensagens por e-mail, celular ou WhatsApp ajudam a lembrar a pessoa daquele produto.

Já o remarketing por e-mail trabalha bem com lembrete de carrinho, cupom para o próximo pedido e aviso de novidades, sempre segmentando por perfil. Se você ainda não tem uma base ativa, vale entender como funciona uma boa estratégia de newsletter para construir esse canal próprio.

Como funciona o remarketing no Google Ads e Meta Ads?

Google Ads e Meta Ads permitem criar campanhas direcionadas a públicos que já tiveram contato com uma empresa, embora cada plataforma tenha suas próprias ferramentas, critérios e formas de criar esses públicos.

No Google Ads, é possível trabalhar com segmentos formados a partir de interações anteriores, como visitantes de um site ou usuários de um aplicativo, além de utilizar dados próprios de clientes quando os requisitos da plataforma são atendidos.

Já nas plataformas da Meta, é possível criar Públicos Personalizados a partir de fontes como site, aplicativo, lista de clientes e interações com contas e conteúdos da empresa. Assim, uma marca pode, por exemplo, criar uma campanha voltada para pessoas que visitaram seu site ou interagiram com seu perfil.

Em ambos os casos, as possibilidades dependem das configurações e regras vigentes de cada plataforma. Por isso, antes de criar uma campanha de remarketing, confira quais fontes de público e opções de segmentação estão disponíveis.

Exemplos de remarketing

Os exemplos mais comuns de remarketing partem de uma ação que ficou pela metade. Quase sempre, a pessoa demonstrou interesse e parou no meio do caminho.

  • Carrinho abandonado: alguém adiciona um produto e sai. Depois recebe um e-mail lembrando do item, às vezes com cupom — na Hotmart, isso pode acontecer via recuperação de carrinho;
  • Visitante de página de produto: viu o curso, não comprou, e passa a ver anúncios desse curso em outros sites e redes.
  • Quem baixou um material gratuito: entra em uma sequência de e-mails que apresenta o produto pago aos poucos.
  • Cliente antigo: quem já comprou recebe a oferta de um produto complementar, o clássico passo seguinte da jornada.

Esse esforço faz sentido porque boa parte do abandono não é falta de interesse. O Baymard aponta que 43% das pessoas abandonam o carrinho porque estavam apenas pesquisando, sem intenção imediata de comprar (Baymard, 2025). É justamente esse público morno que o remarketing reconquista mais tarde.

Estudante universitário baixando um ebook no computador, exemplo de remarketing para material gratuito

Como fazer uma campanha de remarketing? Passo a passo

Para montar uma campanha de remarketing, você precisa registrar o público, segmentar e criar a mensagem certa para cada etapa. O caminho básico tem seis passos.

  • Instale as tags necessárias: configure as ferramentas utilizadas para registrar visitas e ações importantes no seu site;
  • Crie públicos por comportamento: separe, por exemplo, quem visitou uma página, iniciou o checkout, abandonou o carrinho ou já comprou;
  • Exclua quem não deve receber a campanha: dependendo do objetivo, retire pessoas que já concluíram a ação desejada para evitar impactos desnecessários;
  • Escolha os canais: defina onde o público será reimpactado, como Google, redes sociais ou e-mail marketing;
  • Crie mensagens para cada etapa: adapte argumentos, ofertas e criativos de acordo com o comportamento anterior do público;
  • Defina frequência e janela de tempo: determine por quanto tempo aquele público será impactado e acompanhe a frequência para evitar exposição excessiva;
  • Meça e ajuste: acompanhe os resultados e faça testes para descobrir quais públicos, mensagens e canais apresentam melhor desempenho.

Sobre frequência e variação de criativos, o próprio Micha Menezes compartilhou como evoluiu a operação dele:

“Antes o remarketing era muito focado em garantia, bônus e certificado. A gente percebeu que, quanto mais eleva o nível de consciência do potencial cliente no remarketing, mais grana a gente pega. Então, em vez de ter 5 remarketings rodando numa frequência de 3, hoje a nossa frequência é de 10 a 12, mas com 40 a 45 criativos, com estímulos diferentes entre vídeo e imagem. Quem entrou na minha página, por pelo menos 30 dias, eu vou perseguir com estímulos diferentes para tomar a decisão de compra.”
— Micha Menezes, especialista em perpétuo

Como medir os resultados do remarketing?

Para medir o remarketing, acompanhe métricas de interação e de conversão. As de interação mostram que a pessoa reagiu ao seu estímulo; as de conversão mostram se isso virou venda.

Os principais indicadores de interação são as taxas de cliques, de abertura de e-mail e de visitas à página, porque revelam uma ação que o próprio cliente tomou ao se deparar com a sua marca. Já as métricas de conversão aparecem na taxa de conversão e no custo por aquisição. Dá para integrar o acompanhamento de marketing e vendas, independentemente do tipo de tráfego investido, para visualizar melhor o avanço das metas.

Para acompanhar esses números, dá para usar desde planilhas, como Excel e Google Sheets, até softwares de gestão de marketing e vendas. A inteligência artificial ajuda a agilizar a leitura dos dados e a tirar percepções úteis para decidir.

Um detalhe prático: relatórios de comércio eletrônico mostram que e-mails de recuperação enviados na primeira hora convertem bem mais do que os enviados depois de 24 horas, então velocidade conta.

Gestor de tráfego analisando resultados de uma campanha de remarketing em tela grande

Vantagens e cuidados do remarketing (privacidade e LGPD)

O remarketing traz vantagens claras de conversão, mas pede cuidado com frequência e privacidade. Vale pesar os dois lados antes de escalar.

Principais vantagens:

  • Recupera um público qualificado, que já demonstrou interesse na sua oferta.
  • Costuma converter a um custo menor do que o de atrair um público novo do zero.
  • Reforça a lembrança da marca e permite mensagens personalizadas por etapa da jornada.

Principais cuidados:

  • Frequência alta demais cansa o público e pode gerar rejeição à marca.
  • Privacidade e proteção de dados: campanhas de remarketing devem respeitar a LGPD e outras regras aplicáveis ao tratamento de dados pessoais. Isso inclui avaliar a base legal adequada, fornecer informações claras sobre o uso dos dados e respeitar os direitos dos titulares.
  • Dependência crescente de dados próprios, à medida que o rastreamento por terceiros fica mais limitado em outros navegadores.

Transparência sobre a coleta e o uso de dados também ajuda a preservar a confiança do público. Por isso, políticas de privacidade, gestão adequada de cookies e mecanismos de descadastro, quando aplicáveis, precisam fazer parte da estratégia.

Remarketing para quem vende produto digital

Para quem vende produto digital, o remarketing resolve um problema concreto: a maioria das pessoas não compra na primeira visita. Reconquistar quem já se interessou costuma sair mais barato do que atrair um público novo.

Com a taxa de abandono de carrinho na casa dos 70% (Baymard, 2025), cada visitante que sai sem comprar é uma venda em aberto, não necessariamente uma venda perdida. A questão é ter uma forma simples de voltar a falar com essa pessoa.

É aí que entra a Hotmart, plataforma all-in-one para creators de produtos digitais. No Checkout da Hotmart, a Recuperação de vendas atua de forma automática sobre carrinhos abandonados e compras não concluídas, com pop-ups e follow-ups por e-mail. Parte da lógica do remarketing já vem embutida na ferramenta que você usa para vender mais.

Se você quer transformar conhecimento em produto digital e contar com um checkout que já trabalha a recuperação por você, dá para criar o seu produto digital e começar com o cadastro gratuito na Hotmart, sem mensalidade e sem pagar nada antes de vender.

Conclusão: por que usar remarketing na sua estratégia?

Entender o que é remarketing é importante porque nem toda pessoa que demonstra interesse está pronta para comprar no primeiro contato. A estratégia permite continuar a comunicação com públicos que já visitaram uma página, interagiram com a marca, iniciaram uma compra ou fazem parte da sua base.

Ao longo deste guia, vimos que o remarketing pode ser feito por diferentes canais e formatos, desde anúncios até e-mails de reengajamento. Para colocar a estratégia em prática, é importante segmentar os públicos de acordo com seus comportamentos, adaptar as mensagens, respeitar as regras de privacidade e acompanhar os resultados.

Mais do que simplesmente exibir várias vezes a mesma oferta, um bom remarketing considera em qual etapa da jornada cada pessoa está e qual mensagem faz sentido naquele momento. Comece com públicos bem definidos, acompanhe métricas como conversão e custo por aquisição e ajuste suas campanhas a partir dos resultados.

Perguntas frequentes sobre o que é remarketing

Confira as dúvidas frequentes de quem busca sobre o que é remarketing.

Remarketing e retargeting são a mesma coisa?

Não exatamente, embora muita gente use como sinônimo. Retargeting costuma indicar anúncios pagos que seguem o usuário pela web. Remarketing é mais amplo e inclui também o reengajamento por canais próprios, como e-mail.

O remarketing funciona sem cookies de terceiros?

Funciona. Em abril de 2025, o Google decidiu manter os cookies de terceiros no Chrome. Além disso, o remarketing por dados próprios, como a sua lista de e-mails, não depende de cookies de terceiros.

Quanto tempo devo perseguir o cliente no remarketing?

Depende do ciclo de compra, mas janelas de 30 dias são comuns. O cuidado maior é com a frequência: vários estímulos diferentes funcionam melhor do que o mesmo anúncio repetido à exaustão.

Remarketing serve para quem está começando e tem pouco orçamento?

Sim, quem está começando pode iniciar pelo e-mail, usando a própria base, antes de investir em mídia paga. É uma forma de aplicar a estratégia com baixo custo e ir aprendendo o que funciona com o seu público.

Remarketing é o mesmo que recuperação de carrinho?

A recuperação de carrinho é uma aplicação do remarketing, não o conceito inteiro. Ela foca em quem deixou itens no carrinho, enquanto o remarketing cobre qualquer reengajamento de quem já interagiu com a marca.

Qual é a diferença entre remarketing e tráfego pago?

Remarketing é uma estratégia que pode utilizar tráfego pago, mas os dois conceitos não são sinônimos. Tráfego pago é a atração de visitantes por meio de anúncios, enquanto o remarketing busca reimpactar pessoas que já tiveram contato com a marca. Além disso, o remarketing também pode utilizar canais próprios, como e-mail.