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Saiba como manter a organização financeira sendo um profissional autônomo

Preparamos 6 dicas para você manter o controle mesmo sem salário fixo!

Organização financeira - a imagem contém três círculos. Dentro do círculo à esquerda, está a ilustração de um calendário com uma data marcada. Dentro do círculo ao centro está a ilustração de uma carteira com notas de dinheiro. Já no círculo à direita está a ilustração de dois cartões de banco. A imagem também contém um elemento, na parte superior à esquerda, sinalizando que se trata de um guest post produzido pelo blog Comunidade Rock Content.

Ter as finanças organizadas não é um privilégio exclusivo dos profissionais CLT. Sim, os autônomos também podem ter uma vida financeira saudável!

Trabalhar com um negócio próprio requer compromisso e quem nunca lidou com isso pode encontrar dificuldades, principalmente pelo fato de ter que tomar decisões individuais. Essas escolhas fazem toda a diferença na sua vida financeira.

Por isso, preparamos este post para ajudar você a administrar melhor seus recursos. Continue a leitura e descubra o que você precisa fazer para alcançar uma organização financeira ideal para lidar melhor com o seu dia a dia!

1. Estabeleça metas

Ter um plano de ações é essencial para todo freelancer e profissional autônomo. As metas ajudam a manter o foco e a concentração no objetivo principal. O ideal é estabelecer metas antes de o ano começar, criando um alvo claro de faturamento ao fazer perguntas fundamentais, como:

  • preciso fechar quantos contratos com o intuito de alcançar esse alvo?
  • o que devo fazer, na prática, para conquistar esse montante?

Como criar um plano de ações?

Para colocar suas metas em prática, divida o objetivo anual em períodos, como semestres, para encontrar seus alvos mensais. Criar um cronograma para alcançar essas ações vai ajudar a prever possíveis problemas e a ter planos B, C e D.

Continue acompanhando os resultados para identificar se está no caminho certo ou se precisa ajustar a rota, o que é comum em um plano de ação. Por isso, tenha em mente que mudar as estratégias durante a partida faz parte do jogo.

2. Avalie as prioridades

A falta do salário fixo dificulta ainda mais os gastos desnecessários. Então, de uma vez por todas, você terá que aprender a usar o seu dinheiro. Para isso, comece fazendo uma lista das suas contas e se pergunte:

  • aquela assinatura de TV é importante?
  • por que pagar uma mensalidade na academia que eu nunca uso?

Outras ações também podem ajudar nesse processo, tais como:

  • identificar os gastos supérfluos;
  • diminuir o uso de cartões de crédito;
  • negociar contas essenciais;
  • criar disciplina financeira.

3. Controle seu dinheiro

Ter um diagnóstico atual do seu negócio é uma etapa essencial na organização financeira para autônomos. Então, use e abuse de planilhas e aplicativos que ajudam a programar seus pagamentos e criar estimativas de receitas e despesas.

Acompanhar registros de gastos vai ajudar a descobrir para onde está indo o dinheiro, além de criar previsões de períodos de menor ou maior faturamento. Então, anote todos os seus gastos. Ao ter clareza sobre sua verba, esses controles podem te surpreender.

4. Acompanhe o mercado

Quando você fica antenado no mercado, consegue prever crises que podem afetar o seu faturamento e, assim, se antecipa às dificuldades. Avaliar o cenário externo é fundamental numa estratégia de organização financeira para autônomos.

No entanto, mais do que crises políticas ou econômicas, o mercado também pode fornecer informações valiosas para você conquistar picos de faturamento ao descobrir novas necessidades e tendências.

Além disso, já considerou fazer renda extra? Existem vários formatos que não ocupam tanto o seu tempo e os ganhos podem ser direcionados para um fundo de investimento.

Confira algumas ideias de negócios escaláveis:

  • sites para revenda de produtos digitais;
  • aplicativos de hospedagem;
  • programas online de prestação de serviço;
  • marketplaces, dentre outros.
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5. Crie um fundo de reserva

Para compensar a falta dos direitos trabalhistas, você deve criar outras estratégias com o intuito de se prevenir. Então, vamos tratar de dois tipos de fundo: de emergência e o de férias.

O fundo de emergência serve para cobrir seus custos em situações de imprevistos, como questões de saúde ou perda súbita de um contrato. O ideal é que ele cubra seus custos por, pelo menos, 6 meses.

Já o fundo de férias é uma estratégia que busca garantir a permanência da sua remuneração em momentos de ausências programadas. Afinal, você continua sendo um ser humano e precisa descansar. Para considerar essa ideia, seguem algumas dicas de tarefas:

  • defina seu período de férias e inclua essa ausência no acordo, para garantir a permanência do rendimento;
  • acrescente o valor relativo à parcela do 13º salário no contrato;
  • crie fundos de investimentos com liquidez imediata.

6. Calcule sua hora de trabalho

A sua hora de trabalho deve considerar o tempo e grau de dificuldade, mas também o valor do seu fundo de reserva. Portanto, os custos e despesas devem estar inclusos para garantir que você não fique no prejuízo e conquiste a organização financeira para seus trabalhos autônomos.

Custos e despesas

Para começar a registrar os passivos que envolvem sua prestação de serviço, comece com uma lista de todos os seus custos e despesas fixos, ou seja, aqueles que não sofrem alterações mensais. Por exemplo:

  • aluguel;
  • internet fixa;
  • licenças de aplicativos.

É importante listar os valores mensais. Então, caso haja pagamentos anuais, você precisa considerar a média da conta.

Depois, faça um levantamento dos seus custos e despesas variáveis, que são aqueles que podem oscilar. Assim, encontre a média dos valores para criar uma previsão de pagamento.

Alguns exemplos de gastos variáveis, são:

  • transporte ou combustível;
  • alimentação;
  • materiais de papelaria;
  • investimento em publicidade.

Lucros e receitas

Some os valores anteriores e divida pela quantidade de horas que pretende trabalhar no mês. Ou seja, se você planeja trabalhar por 8 horas de segunda a sexta, sua carga horária será de 160 horas mensais. Então, se o subtotal dos gastos mensais é de R$2 mil, o custo da sua hora é R$12,50, porque 2 mil x 160 = 12,5.

Agora, defina quanto custa a sua mão de obra de acordo com os seus investimentos — tanto financeiro quanto know-how. Para isso, você deve atribuir quanto vai cobrar pela hora do seu conhecimento ao executar cada tarefa. Uma dica para considerar o grau de dificuldade é atribuir pontos, a fim de criar uma média ponderada dos valores.

Por fim, crie uma lista dos seus investimentos. Considere a parcela do seu fundo de emergência, do seu período de férias, e do 13º salário. Depois, encontre a média desse montante para incluir no cálculo.

Ao definir esses valores, basta somar o custo da sua hora com sua mão de obra. E, sempre que for fazer um orçamento, considere o tempo que vai levar para executar o trabalho e calcule: quantidade de horas x valor da hora. Essa contagem é fundamental para os autônomos, proporcionando organização financeira sem depender de salários fixos.

Toda ação gera uma reação e na vida do autônomo isso não é diferente. Por isso, ao listar suas pretensões financeiras, você consegue identificar melhor o que precisa fazer para alcançar seus resultados.

Então, repense seus gastos, mas também crie soluções alternativas para aumentar a renda. E inclua todo o planejamento quando fizer seus orçamentos, para não ficar no prejuízo. Com essas ações, será fácil conquistar a organização financeira para autônomos, tão essencial para quem atua dessa forma. Quer dar mais um passo em direção a essa conquista? Comece agora mesmo, baixando esta Planilha de Controle Financeiro para Freelancers!

Este conteúdo foi produzido pela equipe do blog Comunidade Rock Content.