Empreendedor conferindo notificações automáticas em painel no notebook

Marketing Digital

O que é webhook? Confira essa automação e suas funcionalidades

Entenda o que é webhook, como ele funciona e por que essa automação facilita a vida do seu negócio.

Letícia Nonato

14/08/2026 | Por

O que veremos nesse post:

Entenda o que é webhook, como funciona e para que serve. Veja como essa tecnologia permite automatizar o envio de informações entre sistemas e aplicações.

O webhook é uma técnica que vem ganhando espaço no mundo empresarial.

Já pensou se o usuário do seu software pudesse ter informações variadas em tempo real, sem interromper uma atividade ou entrar em outras páginas e aplicativos para fazer buscas?

Seria ótimo, não é?

Agora imagine que ele consiga conferir se o status das notas fiscais mudou direto do seu software.

E se a gente te contar que esses são só alguns dos diferenciais que a implementação do webhook pode trazer para os seus usuários?

Ficou interessado? Então vem com a gente entender esse recurso estratégico!

O que é Webhook?

O webhook, também conhecido como retorno de chamada web, é um método simples que facilita a comunicação entre duas ferramentas, fornecendo informações em tempo real sempre que um evento acontece.

Em outras palavras, é um jeito de receber dados entre dois sistemas de forma passiva, ou seja, sem precisar realizar nenhuma ação.

Um webhook é desenvolvido para reproduzir automações pré-definidas na ferramenta ou sistema de chegada, independentemente da origem da informação.

Dessa forma, você consegue fazer com que uma ação X, do sistema 1, gere uma ação Y no sistema 2, por exemplo.

A ponta de “reação” das automações é fixa, mas cabe a você definir qual será o “gatilho” usado.

Isso permite que programas simples e independentes sejam criados exclusivamente para funcionar em cadeia, conforme outros comandos são executados.

Qual a vantagem do webhook para os desenvolvedores?

Como vimos, o webhook fornece automaticamente informações em tempo real, evitando um trabalho de pesquisa constante em busca de uma resposta.

Por consequência, isso evita sobrecarga do sistema e perda de dados sempre que acontece algum erro.

Logo, um webhook facilita o trabalho do desenvolvedor, além de deixar todo o processo mais simples e mais barato.

Ao analisar o que acontece em um sistema sem webhook, fica claro que é impraticável, por exemplo, para uma integração descobrir onde enviar a mensagem.

Assim, a ferramenta fica obrigada a consultar periodicamente a API em busca de alguma mudança ou atualização.

No fim das contas, isso gera um trabalho mais complexo, que exige mais tempo e esforço, além de encarecer o software.

Isso é particularmente valioso em plataformas de venda online, onde cada segundo de atraso na atualização de status pode impactar diretamente a experiência do comprador.

Como funciona um webhook?

Webhooks permitem que sistemas externos recebam notificações de todos os eventos que ocorrem na API.

Quando um evento acontece, a API pode enviar uma requisição, sendo a mais comum a HTTP (POST), para a URL configurada no webhook, com as informações relativas ao evento.

Ao receber a notificação, o sistema integrado à API pode executar diversas tarefas, dependendo do objetivo.

O webhook permite que você receba notificações a cada alteração de status de um tipo de nota fiscal, por exemplo.

Assim, sempre que uma nota tiver o status atualizado (aprovada, rejeitada, cancelada etc.), será enviada uma chamada via POST (PATCH, DELETE, PUT etc.) para uma URL pré-configurada conforme os parâmetros do seu conteúdo, de modo que você consiga tomar suas decisões comerciais.

Desse jeito, dá para criar gatilhos para determinadas ações à medida que o status da nota fiscal emitida é atualizado.

Na prática, o que importa entender é que os webhooks enviam dados em tempo real entre suas ferramentas ou sistemas para a URL do webhook. É assim que você automatiza suas tarefas.

Produtores que usam ferramentas de automação de marketing costumam integrar webhooks para dar início a fluxos automáticos assim que um cliente completa uma compra.

Quais fatores levar em conta ao criar um webhook?

Antes de criar um webhook para o seu sistema, é preciso observar alguns fatores para evitar erros e problemas futuros.

Pensando nisso, montamos uma lista com os principais pontos de atenção antes de elaborar o seu webhook. Confira:

Tome cuidado com a perda de dados

Os webhooks entregam dados ao seu aplicativo. Portanto, se a sua aplicação tiver um erro de dados por algum motivo, eles podem ser perdidos.

Observe se há dados duplicados

Boa parte dos webhooks se baseiam nas respostas e solicitações de reenvio, principalmente se o seu aplicativo apresentar erros com frequência.

Se o seu pedido for processado e ainda assim houver esses erros, isso pode gerar dados duplicados no seu aplicativo.

Verifique se há erros de aplicação

Erros de aplicação são comuns. Por isso, busque entender como o seu provedor de webhook lida com as respostas de cada ação, assim você se prepara para contornar essa adversidade.

Explore a possibilidade da manipulação em escala

Um grande benefício dos webhooks é que eles podem fazer vários pedidos ao mesmo tempo.

Por isso, o ideal é verificar se o seu aplicativo consegue lidar com a escala esperada do seu webhook.

Opte por serviços adequados à sua demanda

A melhor forma de entender de verdade um webhook é testar um serviço que se encaixe na sua necessidade.

Felizmente, muitos serviços usam webhooks, então dá para aprender bastante com eles e conhecer o conteúdo referente ao sistema.

Esse tipo de automação é especialmente útil para quem vende produtos digitais e precisa acompanhar em tempo real o que acontece em cada etapa da jornada de compra, do checkout à liberação de acesso.

Webhook x API REST: quais são as diferenças?

Em uma API REST, definimos um recurso para receber dados, para então devolver alguma resposta.

Para enviar uma mensagem a um webhook, é feita uma requisição e também recebemos uma resposta (dependendo do caso).

Será que os dois fazem a mesma coisa? Qual é a diferença? É algo apenas conceitual ou também de implementação?

Vamos por partes: um webhook é um serviço; a API é o conjunto de regras e métodos com que podemos nos comunicar e usar esse serviço.

Há webhooks que usam uma API do tipo REST, outros que usam API customizada, GraphQL, Thrift etc.

Em outras palavras, um webhook é um endpoint HTTP que um cliente precisa implementar para receber notificações de eventos que ocorrem em um servidor.

Ambos fazem a mesma coisa?

Em uma API REST, o servidor expõe um conjunto de serviços por meio de endpoints HTTP.

Já em um webhook, o cliente expõe um endpoint HTTP e se inscreve no servidor para receber notificações de eventos.

A diferença é que o cliente consome a API REST do servidor diretamente por meio de requisições HTTP, enquanto os webhooks são requisições HTTP que o cliente precisa aguardar.

Conclusão

Se você quiser implementar um webhook no seu próprio sistema ou integrar um webhook de terceiros à sua operação, o caminho costuma passar pela documentação técnica do provedor escolhido e, principalmente, pelo apoio de um desenvolvedor ou time de TI, já que a configuração exige atenção a detalhes como autenticação e formato dos dados trocados.

Neste post, você tirou suas dúvidas sobre o webhook, o conceito, as vantagens e as funcionalidades. Também entendeu como ele funciona, atuando como um recurso estratégico que ajuda a escalar e simplificar o seu trabalho.