
O que é webhook? Confira essa automação e suas funcionalidades
Entenda o que é webhook, como ele funciona e por que essa automação facilita a vida do seu negócio.

O que veremos nesse post:
O webhook é uma técnica que vem ganhando espaço no mundo empresarial.
Já pensou se o usuário do seu software pudesse ter informações variadas em tempo real, sem interromper uma atividade ou entrar em outras páginas e aplicativos para fazer buscas?
Seria ótimo, não é?
Agora imagine que ele consiga conferir se o status das notas fiscais mudou direto do seu software.
E se a gente te contar que esses são só alguns dos diferenciais que a implementação do webhook pode trazer para os seus usuários?
Ficou interessado? Então vem com a gente entender esse recurso estratégico!
O que é Webhook?
O webhook, também conhecido como retorno de chamada web, é um método simples que facilita a comunicação entre duas ferramentas, fornecendo informações em tempo real sempre que um evento acontece.
Em outras palavras, é um jeito de receber dados entre dois sistemas de forma passiva, ou seja, sem precisar realizar nenhuma ação.
Um webhook é desenvolvido para reproduzir automações pré-definidas na ferramenta ou sistema de chegada, independentemente da origem da informação.
Dessa forma, você consegue fazer com que uma ação X, do sistema 1, gere uma ação Y no sistema 2, por exemplo.
A ponta de “reação” das automações é fixa, mas cabe a você definir qual será o “gatilho” usado.
Isso permite que programas simples e independentes sejam criados exclusivamente para funcionar em cadeia, conforme outros comandos são executados.
Qual a vantagem do webhook para os desenvolvedores?
Como vimos, o webhook fornece automaticamente informações em tempo real, evitando um trabalho de pesquisa constante em busca de uma resposta.
Por consequência, isso evita sobrecarga do sistema e perda de dados sempre que acontece algum erro.
Logo, um webhook facilita o trabalho do desenvolvedor, além de deixar todo o processo mais simples e mais barato.
Ao analisar o que acontece em um sistema sem webhook, fica claro que é impraticável, por exemplo, para uma integração descobrir onde enviar a mensagem.
Assim, a ferramenta fica obrigada a consultar periodicamente a API em busca de alguma mudança ou atualização.
No fim das contas, isso gera um trabalho mais complexo, que exige mais tempo e esforço, além de encarecer o software.
Isso é particularmente valioso em plataformas de venda online, onde cada segundo de atraso na atualização de status pode impactar diretamente a experiência do comprador.
Como funciona um webhook?
Webhooks permitem que sistemas externos recebam notificações de todos os eventos que ocorrem na API.
Quando um evento acontece, a API pode enviar uma requisição, sendo a mais comum a HTTP (POST), para a URL configurada no webhook, com as informações relativas ao evento.
Ao receber a notificação, o sistema integrado à API pode executar diversas tarefas, dependendo do objetivo.
O webhook permite que você receba notificações a cada alteração de status de um tipo de nota fiscal, por exemplo.
Assim, sempre que uma nota tiver o status atualizado (aprovada, rejeitada, cancelada etc.), será enviada uma chamada via POST (PATCH, DELETE, PUT etc.) para uma URL pré-configurada conforme os parâmetros do seu conteúdo, de modo que você consiga tomar suas decisões comerciais.
Desse jeito, dá para criar gatilhos para determinadas ações à medida que o status da nota fiscal emitida é atualizado.
Na prática, o que importa entender é que os webhooks enviam dados em tempo real entre suas ferramentas ou sistemas para a URL do webhook. É assim que você automatiza suas tarefas.
Produtores que usam ferramentas de automação de marketing costumam integrar webhooks para dar início a fluxos automáticos assim que um cliente completa uma compra.
Quais fatores levar em conta ao criar um webhook?
Antes de criar um webhook para o seu sistema, é preciso observar alguns fatores para evitar erros e problemas futuros.
Pensando nisso, montamos uma lista com os principais pontos de atenção antes de elaborar o seu webhook. Confira:
Tome cuidado com a perda de dados
Os webhooks entregam dados ao seu aplicativo. Portanto, se a sua aplicação tiver um erro de dados por algum motivo, eles podem ser perdidos.
Observe se há dados duplicados
Boa parte dos webhooks se baseiam nas respostas e solicitações de reenvio, principalmente se o seu aplicativo apresentar erros com frequência.
Se o seu pedido for processado e ainda assim houver esses erros, isso pode gerar dados duplicados no seu aplicativo.
Verifique se há erros de aplicação
Erros de aplicação são comuns. Por isso, busque entender como o seu provedor de webhook lida com as respostas de cada ação, assim você se prepara para contornar essa adversidade.
Explore a possibilidade da manipulação em escala
Um grande benefício dos webhooks é que eles podem fazer vários pedidos ao mesmo tempo.
Por isso, o ideal é verificar se o seu aplicativo consegue lidar com a escala esperada do seu webhook.
Opte por serviços adequados à sua demanda
A melhor forma de entender de verdade um webhook é testar um serviço que se encaixe na sua necessidade.
Felizmente, muitos serviços usam webhooks, então dá para aprender bastante com eles e conhecer o conteúdo referente ao sistema.
Esse tipo de automação é especialmente útil para quem vende produtos digitais e precisa acompanhar em tempo real o que acontece em cada etapa da jornada de compra, do checkout à liberação de acesso.
Webhook x API REST: quais são as diferenças?
Em uma API REST, definimos um recurso para receber dados, para então devolver alguma resposta.
Para enviar uma mensagem a um webhook, é feita uma requisição e também recebemos uma resposta (dependendo do caso).
Será que os dois fazem a mesma coisa? Qual é a diferença? É algo apenas conceitual ou também de implementação?
Vamos por partes: um webhook é um serviço; a API é o conjunto de regras e métodos com que podemos nos comunicar e usar esse serviço.
Há webhooks que usam uma API do tipo REST, outros que usam API customizada, GraphQL, Thrift etc.
Em outras palavras, um webhook é um endpoint HTTP que um cliente precisa implementar para receber notificações de eventos que ocorrem em um servidor.
Ambos fazem a mesma coisa?
Em uma API REST, o servidor expõe um conjunto de serviços por meio de endpoints HTTP.
Já em um webhook, o cliente expõe um endpoint HTTP e se inscreve no servidor para receber notificações de eventos.
A diferença é que o cliente consome a API REST do servidor diretamente por meio de requisições HTTP, enquanto os webhooks são requisições HTTP que o cliente precisa aguardar.
Conclusão
Se você quiser implementar um webhook no seu próprio sistema ou integrar um webhook de terceiros à sua operação, o caminho costuma passar pela documentação técnica do provedor escolhido e, principalmente, pelo apoio de um desenvolvedor ou time de TI, já que a configuração exige atenção a detalhes como autenticação e formato dos dados trocados.
Neste post, você tirou suas dúvidas sobre o webhook, o conceito, as vantagens e as funcionalidades. Também entendeu como ele funciona, atuando como um recurso estratégico que ajuda a escalar e simplificar o seu trabalho.


