inteligencia cultural - inteligência intercultural

Empreendedorismo digital

Como a inteligência intercultural pode ajudar a expandir seus negócios?

Saiba por que é importante desenvolver a inteligência intercultural de seus colaboradores e líderes!

Hotmart

09/04/2019 | Por

O que veremos nesse post:

Desde que a humanidade existe, as trocas culturais acontecem entre diferentes povos. Esses contatos foram, inclusive, responsáveis por muitos aspectos da configuração de sociedade em que vivemos hoje.

Com a globalização, as distâncias se tornaram ainda menores, e é nesse contexto que surge o conceito de inteligência intercultural.

A ideia gira em torno de um conjunto de habilidades que permitem a interação positiva de uma pessoa com outras culturalmente diferentes.

E não estamos falando apenas de nacionalidades diversas, mas de costumes regionais, crenças religiosas, comportamentos alternativos etc.

Para entender melhor do que trata esse conceito e como ele é importante no mundo dos negócios e até mesmo para o desenvolvimento pessoal dos colaboradores, continue a leitura!

O que é inteligência intercultural?

A cultura em que estamos inseridos influencia diretamente quem somos e como agimos. São diversas as esferas com efeito modelador em nossas vidas: valores, costumes, crenças, percepções e comportamentos.

Para você ter uma ideia, estamos tão imersos em nossa cultura, que isso, muitas vezes, delimita nossas opções e nos faz seguir determinado caminho automaticamente.

É o caso de algumas religiões com adeptos concentrados em uma única localidade — o hinduísmo, por exemplo, é a religião de quase 80% dos indianos.

A inteligência intercultural é a capacidade de entender esses impactos do meio sobre o ser humano.

Desse modo, passamos a lidar com diferenças com mais flexibilidade — uma pessoa inteligente em termos de multiculturais consegue gerir e lidar melhor com paradoxos culturais.

Os principais componentes da inteligência intercultural são:

  • motivação: o interesse intrínseco de interagir com pessoas culturalmente diferentes;
  • cognição: o entendimento das “normas” que regem outras sociedades, como a adequação social de acordo com o que é esperado em outra cultura;
  • metacognição: a compreensão ou consciência de outras ideias elaboradas a partir de perspectivas culturalmente diferentes ou mesmo opostas;
  • comportamento: a habilidade de comportar-se de modo diferente em outras culturas, como ao cobrir os ombros ao entrar em ambientes sagrados de determinada religião.

Esses quatro componentes são habilidades que podem ser desenvolvidas e que permitem a manutenção de uma relação amistosa com pessoas de outras culturas.

Mais que isso, possibilitam o crescimento pessoal e profissional a partir do contato com visões de mundo diferentes.

Por que pensar em multiculturas?

Em um mundo altamente globalizado como o que vivemos atualmente — em que as barreiras geográficas são cada vez menos significativas em trocas profissionais e comerciais —, é comum que grandes empresas tenham de lidar com multiculturas, especialmente se há intenção de expandir o negócio para outros países.

Então, os colaboradores têm contato com cargas culturais diferentes.

Como evitar que isso se torne um gatilho para intolerâncias no ambiente de trabalho? Como aproveitar a convivência heterogênea para extrair o melhor da situação? Como fomentar uma economia colaborativa e levar ao desenvolvimento coletivo?

Pensar no conceito de multiculturas e entender sua importância é o primeiro passo. Empresas que têm essa preocupação já estão à frente de seus concorrentes, pois a inteligência intercultural se tornou um aspecto decisivo para a saúde do negócio. Nos ambientes em que não há esse traço, as relações podem ficar conflituosas.

Além disso, a falta de habilidade de lidar com diferenças pode levar a dificuldades mútuas de comunicação e compreensão.

Então, podemos dizer que, hoje em dia, saber gerir as multiculturas e iniciar um processo de educação corporativa voltada para essa questão é tão importante como solucionar problemas comunicacionais e gerenciais.

Como desenvolver a inteligência intercultural?

Equipes de colaboradores técnicos, de serviços e de gestão e, principalmente, os líderes do negócio são beneficiados com o entendimento de multiculturas. A inteligência cultural pode ser desenvolvida por meio de:

Abaixo, veja 5 passos que vão ajudar a colocar esse tipo de aprendizado em prática.

1. Estudar casos de multinacionais

Conhecer as experiências interculturais de multinacionais é uma forma eficiente de observar como as trocas entre pessoas com diferentes percepções são benéficas.

Procure casos de empresas que são referência em suas áreas e compartilhe essa realidade com os colaboradores.

2. Conhecer novas culturas

Se possível, invista em viagens corporativas internacionais. O conhecimento de outras culturas, especialmente por parte da liderança, contribui para o fortalecimento de uma economia criativa, visto que a herança cultural — ou patrimônio — é um dos pilares do desenvolvimento empresarial dinâmico.

3. Exercitar a tolerância às diferenças

Nos treinamentos, capacitações e dinâmicas, insira reflexões que levem ao exercício da tolerância. Atividades que estimulem o contato com o diferente e as melhores formas de agir em relação aos valores diversos são muito bem-vindas.

Assim, os colaboradores poderão exercitar três dos componentes da inteligência intercultural: a cognição, a metacognição e o comportamento.

4. Desenvolver o interesse

Já em relação ao componente das motivações, despertar o interesse por diferentes culturas e pelo contexto de multicultura é fundamental. Essa é a base para se estabelecer um ambiente de trabalho genuinamente tolerante.

Para tanto, vale a pena investir em palestras sobre culturas diversas. Outra dica é preparar apresentações e levantar estatísticas que demonstrem os benefícios que as trocas culturais podem trazer não só ao ambiente de trabalho, como para o desenvolvimento pessoal.

5. Investir em inteligência emocional

A inteligência emocional está sendo muito valorizada no meio corporativo. Ela se trata do gerenciamento de emoções, de modo que as interações interpessoais não sejam afetadas por eventuais sentimentos negativos.

Esse é um caminho interessante para também se desenvolver a habilidade de lidar com pessoas culturalmente diferentes.

Então, uma dica é promover treinamentos e atividades para proporcionar o entendimento e o refinamento da inteligência emocional dos colaboradores. Isso inclui:

  • autoanálise;
  • dominação racional das emoções;
  • capacidade de lidar com pressão;
  • desenvolvimento da empatia etc.

E então, por que apostar na inteligência intercultural?

Como vimos, a inteligência intercultural é a habilidade de reconhecer, aceitar e lidar com diferenças em valores e percepções relacionados ao meio cultural.

Atualmente, investir nessa característica é sinônimo de preparar os colaboradores para um contexto de trocas que, se bem aproveitado, é capaz de levar ao desenvolvimento de todos.

Sem contar que contribui para a internacionalização do negócio, uma vez que, nesse caso, é necessário compreender a multiculturalidade para promover seu produto ou serviço adequadamente ao redor do mundo.

E falando nisso, aproveite para entender o que é marketing internacional e quando você deve aplicá-lo!