Início / Blog / O que é a Web 3.0 e como ela vai impactar a internet?
Fechar

O que é a Web 3.0 e como ela vai impactar a internet?

Entenda neste artigo o que é Web 3.0, quais as suas principais características e como ela vai impactar a internet e os negócios!

Ilustração de uma nuvem com a palavra “Web 3.0” escrita dentro

Atualmente, estamos vivendo a terceira geração da internet, conhecida também como Web 3.0. Agora, você sabe quais são as suas características? Além disso, quais são as diferenças para a Web 1.0 e 2.0?

É sobre isso que vamos explicar no artigo de hoje! 

Portanto, se você quer saber mais sobre essa nova geração web e como ela vai impactar a internet e os negócios, não deixe de acompanhar a leitura com atenção. Vamos lá?

Post index MenuÍndice
O que é Web 3.0? Qual a diferença entre Web 1.0, Web 2.0 e Web 3.0? Quais os pilares da Web 3.0? Quais os impactos da Web 3.0 para a internet e os negócios?
Voltar ao Índice

O que é Web 3.0?

O conceito de Web 3.0 está relacionado a uma nova fase da rede mundial de computadores. Nessa fase, a internet passa a ser mais descentralizada, aberta e com maior atuação dos usuários.

Além disso, nessa terceira geração, o uso de tecnologias como inteligência artificial e machine learning passa a ser mais frequente.

Qual a diferença entre Web 1.0, Web 2.0 e Web 3.0?

Oficialmente, a internet foi criada na década de 1980, nos Estados Unidos, e, desde então, ela tem passado por diversas mudanças e transformações.

Web 1.0

A Web 1.0, também conhecida como primeira geração da internet, foi uma verdadeira revolução, afinal de contas, ela possibilitou na época (anos 80, 90 e início dos anos 2000), a democratização do acesso à informação.

Nesse período, as pessoas, por meio da internet, puderam acessar os mais diversos tipos de conteúdos espalhados ao redor do mundo com apenas alguns cliques em um computador.

Contudo, como foi a fase inicial da web, claro, havia limitações. Por exemplo, os usuários não conseguiam interagir, fazer comentários, edições etc. como fazemos facilmente hoje em dia. 

Além disso, não era algo barato e a produção dos conteúdos era totalmente centralizada. Ou seja, as pessoas até utilizavam a internet, mas poucas conseguiam de fato criar algo nela. O conteúdo gerado pelo usuário não existia.

Aqui no Brasil, por exemplo, essa questão de criação e distribuição de conteúdos, ficava por conta de grandes portais, como UOL, IG e Terra. 

Ou seja, apenas algumas empresas tinham esse controle em relação às informações — o que era bastante parecido com canais tradicionais já conhecidos da época, como televisão, rádio e jornal.

Com o tempo, isso começou a ser mudado e a partir de 2004 os usuários deixaram de ser apenas espectadores e passaram a ser mais ativos e protagonistas na internet — e é isso que caracteriza a Web 2.0.

Web 2.0

Nessa segunda geração da internet, houve uma grande transição e o público que, até então, era mais passivo, passou a divulgar informações e a criar conteúdos online, especialmente por conta do surgimento de redes sociais, como o Orkut, Flickr e Facebook, e da facilidade em criar um blog.

Assim, cada vez mais pessoas passaram a acessar a internet regularmente e a fazer publicações, interagir e a gerar um grande volume de dados e informações.

Dez anos mais tarde, em 2014, mais uma vez muita coisa mudou e evoluiu na internet e, a partir daí, o conceito de Web 3.0 começou a ganhar mais força.

Web 3.0

Nesta terceira geração, que é uma evolução significativa de suas duas antecessoras, a internet passa a ser muito mais moderna, tecnológica, personalizada, interativa, cheia de dados e com as máquinas sendo grandes aliadas dos usuários.

Graças ao machine learning e à inteligência artificial, por exemplo, hoje é possível combinar esforços entre máquinas e pessoas de modo a proporcionar melhores experiências, relações, aprendizados e muito mais.

Hoje, nós, usuários, podemos moldar a nossa própria navegação e, assim, reduzir o controle que as empresas têm sobre nós — o que inclusive está relacionado também à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).

Quais os pilares da Web 3.0?

Atualmente, a Web 3.0 tem três grandes pilares:

  1. Descentralização;
  2. Confiança;
  3. Inteligência artificial e machine learning.

Entenda a seguir sobre cada um deles.

Descentralização

Nessa atual geração da internet, os dados e as informações não são de total propriedade das plataformas e sim das pessoas, dos usuários.

Ou seja, a ideia da Web 3.0 é dar esse poder e controle aos usuários de modo a ter um ambiente mais descentralizado, democrático e aberto, no qual qualquer um pode entrar, sair e participar quando quiser.

O princípio da Web 3.0 é a descentralização, em que há independência de órgãos governamentais, bancos e fronteiras.

Confiança

Na Web 3.0, os usuários podem interagir direta e abertamente sem passar necessariamente por intermediários, o que permite uma confiança mais direta.

Além disso, o uso do blockchain permite uma relação mais segura e sem a dependência de grandes empresas.

Inteligência artificial e machine learning

Características como inovação e aprimoramento também estão relacionadas à terceira geração da web. E isso é possível graças ao trabalho do ser humano em conjunto com a inteligência artificial e o machine learning.

Hoje, computadores, softwares e outros tipos de tecnologias são capazes de compreender diversos tipos de informações e um grande volume de dados.

Com isso, a IA e o machine learning contribuem para que a internet e os seus recursos sejam cada vez mais rápidos, eficientes, personalizáveis e relevantes.

Quais os impactos da Web 3.0 para a internet e os negócios?

Agora que você já sabe o que é Web 3.0 e quais são os seus pilares, entenda a seguir quais são os principais impactos dela para a internet e os negócios.

Busca semântica

Mecanismos de busca, como o Google, costumam fazer parte do nosso dia a dia, afinal de contas, nós os utilizamos para pesquisar sobre os mais diversos assuntos.

Por conta disso, o Google e seus algoritmos têm trabalhado cada vez mais a busca semântica para melhorar a precisão dos resultados ao entender a intenção de busca do pesquisador (no caso nós, usuários).

E isso é algo que está totalmente relacionado ao marketing de conteúdo e ao SEO, duas estratégias de marketing digital que são bastante utilizadas por empresas que possuem um blog, um site ou um ecommerce.

Então, se você tem um negócio, não basta escrever qualquer conteúdo na internet para ter resultado. É necessário pensar na semântica, na coerência, na utilidade, na experiência do usuário, nos algoritmos do Google e em muitos outros fatores.

Assistentes de voz

Outro impacto da Web 3.0 para a internet e para os negócios refere-se às assistentes de voz. Hoje, muitas pessoas ao invés de digitar o que querem em seus dispositivos, elas simplesmente falam com eles.

Pode ser com o Google Assistente (“Ok, Google”); com a Siri, da Apple; com a Alexa, da Amazon, entre outras.

Com isso, a navegação e a interação dos usuários no ambiente online acaba sendo muito mais prática e dinâmica. 

Basta acionar a assistente, fazer uma pesquisa por voz dizendo o que deseja e em questão de segundos ela retornará com uma resposta.

Carteiras digitais e criptoativos

Por meio da tecnologia blockchain, outro impacto da Web 3.0 para a internet e os negócios está relacionado à criação e ao uso de carteiras digitais e criptoativos como forma de pagamento e investimento.

Você provavelmente já ouviu falar sobre criptomoedas como Bitcoin e Ethereum, NFT, tokens e outros tipos de ativos digitais, certo? Pois então, todos eles tratam de transações independentes, criptografadas e instantâneas. 

Além disso, vale ressaltar que várias empresas, inclusive aqui no Brasil, já aceitam pagamento em criptomoedas. Ou seja, o futuro já chegou.

Gráficos tridimensionais

Imagens, infográficos, vídeos etc. são de grande valor na internet e, muitas vezes, ilustram, exemplificam e facilitam o entendimento do usuário sobre algo. Ou seja, os elementos visuais são essenciais para a experiência do usuário na web.

E isso, com a terceira geração da internet, pode ser potencializado por meio da realidade virtual e aumentada, tecnologias 3D etc. 

Hoje, por exemplo, você pode, da sua casa, visitar museus e ver cada peça, cada obra, como se estivesse no local.

Segurança de dados

Como dissemos ao longo deste artigo, a Web 3.0 foca na descentralização, dando mais poder e controle ao usuário.

Com isso, há uma maior privacidade e segurança de dados, visto que terceiros, como empresas, não terão acesso às suas informações como acontecia na Web 2.0.

Na Web 3.0 evita-se o rastreamento e a exposição de dados pessoais. O objetivo é gerar uma maior conscientização e privacidade em relação a esse aspecto.

Além disso, o usuário, cada vez mais, tem entendido a importância de preservar suas informações pessoais.

Metaverso

O mundo real está cada vez mais virtual e, hoje, o metaverso tem ganhado muito espaço em nossa sociedade.

Nele, as pessoas e empresas podem comprar, vender, se relacionar e interagir tudo por meio do ambiente online.

Basicamente, é um universo em que experiências realísticas são reproduzidas em um espaço virtual, especialmente graças à tecnologia de óculos de realidade virtual.

Com isso, você pode falar com amigos, familiares, colegas, fornecedores e clientes que estão em outras localidades, como se estivessem na sua frente ou ao seu lado.

Prepare-se para a Web 3.0

Como você viu, a Web 3.0 já faz parte da nossa realidade, tanto da vida pessoal quanto profissional.

Portanto, se você tem um negócio ou deseja começar um em breve, é fundamental que você entenda sobre essa nova geração web e se adapte a ela para ter cada vez mais sucesso com suas ações e estratégias na internet!

E para se manter atualizado e antenado sobre esse universo, confira este outro post que fizemos sobre transformação digital!